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ARESP insurge-se contra os preços do azeite

Na sequências das Conclusões do seu Congresso, a ARESP – Associação da Restauração e Similares de Portugal, entregou em mão ao Governo, em audiência com o Secretário de Estado do Turismo,  o pedido da revogação da Portaria n.º 24/2005, referente à proibição de utilização dos tradicionais galheteiros de azeite, nos estabelecimentos de Restauração e Bebidas. Portugal é o único país do mundo que ostenta este monstruoso atentado, à Gastronomia - Património Cultural, e às empresas deste sector de actividade, que não têm tratamento igual às suas congéneres europeias.


Vários foram já os prejuízos contabilizados com a entrada em vigor desta Portaria. Desde logo, a dificuldade de compra e armazenamento das embalagens, e sobretudo o aumento exponencial do preço do azeite, por imposição dos embaladores.
Numa análise económica, efectuada pela ARESP, comprova-se que, entre 2005 e 2008, o preço, por litro, de azeite, já aumentou mais de 255%. Paralelamente, e para cúmulo do desaforo, as empresas embaladoras passaram a fazer publicidade grátis, aos seus produtos, em cima das mesas dos estabelecimentos de Restauração e Bebidas.


Outra contradição desta portaria é o facto de se ter aumentado os resíduos que resultam da utilização destas embalagens, não recicláveis, e altamente geradoras de poluição ambiental.


A ARESP, que sempre pugnou pela defesa do Ambiente e da Higiene e Segurança Alimentar, considerando estas temáticas vitais para a saúde pública, insurge-se com a situação de injustiça económica e social que o actual diploma acarreta às empresas, ao consumidor, ao ambiente e à saúde pública, e reivindica a revogação da referida portaria.


Estamos certos que o Governo de Portugal saberá fazer justiça.

 

Azeite virgem associado a uma melhor saúde cardiovascular!

 

O azeite virgem, rico em polifenóis, é o melhor óleo vegetal para a saúde cardiovascular, diz o estudo europeu Eurolive.

O interesse relativamente ao azeite, um constituinte chave da dieta Mediterrânica, aumentou significativamente nos últimos anos devido a estudos focando a associação da dieta à menor incidência de doenças cardiovasculares (DCV) e certos tipos de cancro.

A investigação, liderada por Maria-Isabel Covas do Municipal Institute of Medical Research (IMIM), recrutou 200 voluntários saudáveis do género masculino provenientes de cinco países Europeus – Espanha, Dinamarca, Finlândia, Itália e Alemanha – para uma de três intervenções, substituindo as suas fontes de gordura dietéticas por azeite (25 ml) com diferentes teores polifenólicos (2,7; 164 ou 366 mg/kg) durante três semanas.

Foi observado um aumento linear nos níveis de HDL-colesterol relativamente ao aumento do teor de compostos polifenólicos do azeite, com diferenças de 0,025; 0,032 e 0,045 mmol/L para os azeites com teor baixo, médio e elevado de polifenóis, respectivamente.

O ratio de colesterol total para o HDL-colesterol, referido como o factor de risco lipídico mais específico para as DCV, diminuiu em cerca de 0,3 mmol/L, após cinco anos, nos consumidores de azeite.

“O azeite é mais do que uma gordura monoinsaturada. O seu teor polifenólico pode, também, ser benéfico para os níveis lipídicos plasmáticos e lesões oxidativas”, afirmaram os investigadores.

A dieta Mediterrânica, rica em cereais integrais, frutas, produtos hortícolas, peixe e azeite, tem sido associada a uma maior esperança de vida, menor incidência doença cardíaca e protecção contra alguns tipos de cancro. Os seus principais componentes nutricionais incluem beta-caroteno, vitamina C, tocoferóis, polifenóis e minerais essenciais.

“Este estudo representa uma peça chave para as recomendações do azeite virgem em relação a outros tipos de óleos vegetais e fornece informação de grandes repercussões para a comunidade, especialmente em populações ou países onde o azeite não é incluído habitualmente na dieta”, referiu o IMIM.

 

Fonte: Annals of Internal Medicine (2006); 145: 333-341